14 de ago. de 2009

Campanha Ficha Limpa na rede

Comunidades virtuais divulgam Campanha Ficha Limpa na internet 

A Campanha Ficha Limpa ocupa vários espaços virtuais disponíveis na internet. O site do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em fase de reformulação, disponibiliza o formulário da campanha, além de todos os materiais de divulgação e informação a respeito da iniciativa. Qualquer interessado/a pode reproduzir os conteúdos que estão na página da internet (spot, banner, cartazes e cartilhas) para fazer mobilizações em sua cidade. Recentemente, para colaborar com a reta final da Campanha Ficha Limpa, hoje com cerca de 1 milhão de assinaturas, alguns outros canais estão sendo utilizados, como o Twitter e o Facebook.

 

Veja a seguir onde encontrar a Campanha Ficha Limpa na rede. Faça sua adesão e divulgue entre amigos:

 

- FACEBOOK:

http://www.facebook.com/group.php?gid=91633340771.

 

- ORKUT:

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=5065228

 

- BLOGS:

Campanha em São Paulo: http://campanhafichalimpasp.blogspot.com/

Campanha no Espírito Santo: http://fichalimpa-es.blogspot.com/2009/08/o-que-e-campanha-ficha-limpa.html

 

- TWITTER: twitter.com/fichalimpa

 

 

Fonte:

Assessoria de Comunicação SE-MCCE

www.mcce.org.br

 

 

Edma Cristina de Góis
Assessoria de Comunicação - Comitê Nacional
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
(61) 2193 9658

12 de ago. de 2009

Noite escura e as estrelas

José Antonio Somensi (Zeca)

Somos uma sociedade em crise e esta afirmação não traz nenhuma novidade. Vivemos tempos difíceis e nos descobrimos despreparados para enfrentá-los e quando achamos que sabemos e aprendemos, já virou passado porque surgem outras situações mais difíceis neste mundo globalizado – 'quando tínhamos todas as respostas, mudaram as perguntas' nos lembra Eduardo Galeano. A globalização mercantilizada que trouxe tantos avanços tecnológicos se recusa a matar a fome das pessoas, se recusa a salvar o planeta Terra, se recusa a distribuir as riquezas, se recusa a gerar emprego, alimenta as guerras cada vez mais sofisticadas fruto de novas tecnologias, nos manipula e nos convida a consumir cada vez mais, a nos isolar atrás de grandes muros e grades altas, a alimentar a solidão e por mais contraditório que possa parecer nos convida a buscar a transcendência, mística, espiritualidade, o sagrado ou qualquer outro nome que queiram dar restando saber ou descobrir que transcendência esta globalização tem a nos oferecer.

A sociedade globalizada, como nos diz o Prof.Dr. José Roque Junges, "tende a mercantilizar tudo, transformando até a religião num supermercado de diferentes produtos à escolha" e as igrejas preocupadas em não perder fiéis vão se tornando meras prestadoras de serviços atendendo as demandas de seus clientes – batizados, casamentos, bênçãos especiais - e tendo o maior cuidado de não tocar em assuntos polêmicos ou espinhosos com medo de perder fiéis/clientes. Criamos estrelas pop para atrair multidões com espetáculos emotivos, mas vazios de conteúdo e não raramente vazios de conhecimento da história das Igrejas, mas como atraem público (fieis/clientes) tudo bem, que continuem mesmo que alimente um público cada vez mais individualista e que busca apenas a emoção, uma grande catarse.

A globalização cria um 'individualismo que enfraquece os vínculos comunitários e propõe uma radical transformação do tempo e do espaço' (DA44) onde costumamos pedir perdão coletivo, pelos pecados e apontar as falhas dos outros e bênçãos individuais, para meu trabalho, minha saúde, minha família porque no pensamento do cardeal Carlo Maria Martini, "não há mais uma visão do bem comum. O sentimento dominante é o de defender o próprio interesse particular e o do próprio grupo. Talvez pensem serem bons cristãos, porque às vezes vão à missa e aproximam seus filhos aos sacramentos". Com isso não se quer mais compromisso e defesa de interesses da humanidade, salvo as questões envolvendo a ecologia (se não for modismo), mas ações individuais e individualistas numa comprovação daquilo que, no século passado, Margareth Thatcher vaticinou 'não existe sociedade, o que existe são apenas indivíduos'.

Cada vez mais valorizamos ritos formais, rígidos e fundamentalistas, verdadeiras ideologias, como querendo resgatar um tempo em que a Igreja tinha um poder absoluto e uma verdade única e negamos certa espontaneidade que pela fé poderíamos dizer que seria uma ação do Espírito Santo e não me surpreenderei se logo aí adiante começarmos a ouvir gritos acusando as pessoas de hereges e ameaçando com fogueira, uma fogueira tecnologicamente mais avançada – se isso já não está acontecendo- ao contrário de buscarmos 'novo céu e nova terra' e aqui lembro o padre Johan Konings que nos faz uma alerta: "se o veículo desta tradição é uma instituição que apenas quer se continuar a si mesma, corremos o perigo de não termos nada a dizer" e o cardeal Carlo Maria Martini vai mais longe ao afirmar: "é sabido que por esse caminho das prescrições não se ganha ninguém, no máximo se oprime".

A situação aparece sombria, uma 'noite escura' ou 'noite no mundo', mas não podemos deixar de ver as estrelas que tornam a noite bela, acreditar nas pessoas reconhecer a caminhada que foi feita e continuar fazendo o caminho. Como os estudiosos afirmam crise é momento de decisão e encaminhamentos e é preciso definição do que queremos se é esta volta ao passado que no fundo significa ter alguns determinando o que temos que fazer e como fazer, ou se de fato avançaremos para um 'mundo de participação, sem medo, sem evasões, com as grandes causas da justiça e da paz, dos direitos humanos e da igualdade reconhecida de todos os povos, reino adentro' como sonha Dom Pedro Casaldáliga em sua carta-circular de fevereiro de 2009. O Documento de Aparecida nos convida a sermos discípulos e missionários neste mundo onde se tem 'experimentado luzes e sombras' (DA5) com as alegrias e tristezas, com os desafios e dificuldades que se apresentam para que possamos nos tornar 'homens e mulheres novos, protagonistas de uma vida nova' (DA11) e quando caminheiros buscando realizar esta missão "brilhar como as estrelas no mundo" (Fl 2,15).

7 de ago. de 2009

Diretor do IHU na TV Educativa do PR

O diretor do IHU, Prof. Dr. Pe. Inácio Neutzling, é o entrevistado do Programa Projeto Popular nessa sexta-feira, dia 07, na TV Educativa do Paraná. O programa debate os grandes temas da sociedade mundial, latino-americana e brasileira de forma interdisciplinar a partir do movimento social brasileiro com vistas à elaboração de um projeto popular de nação.

Produzido, elaborado, e conduzido pelos movimentos sociais brasileiros, o programa é fruto de uma parceria dos movimentos sociais brasileiros com a TV Educativa do Paraná.
O programa de hoje, além da presença do Prof. Dr. Pe. Inácio Neutzling, conta com a presença da pesquisadora Darli Sampaio do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores (CEPAT).
O programa começa às 22hs e você pode assisti-lo pelo Canal 9 da TV aberta – somente para o Paraná, canal 115 da SKY ou ainda pela internet no link: TV Educativa ao vivo.

Postado por Cesar Sanson

6 de ago. de 2009

6ª etapa Escola Fé, Política e Trabalho

Nos dias 15 e 16 de agosto de 2009, realiza-se a 6ª etapa da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho, uma iniciativa da Diocese de Caxias do Sul, através da Cáritas, com a parceria do Instituto Humanitas-Unisinos.


O tema desta etapa será: "Economia solidária e o princípio da cooperação": Economia solidária: alternativa à crise do emprego ou nova cultura do trabalho? Políticas públicas e suas prioridades, políticas sociais.


Para assessorar esta temática contaremos com a assessoria da Profa. MS Vera Regina Schmitz – UNISINOS


Os objetivos específicos desta etapa são:


- Aprofundar a crise da sociedade do pleno emprego, apontando possíveis soluções e alternativas para uma economia inclusiva, a partir do resgate e reafirmação dos princípios (valores) da cooperação e da solidariedade.


- Fomentar práticas de economia solidária como uma forma específica de organizar as atividades econômicas diferentemente da maneira tradicional, ou seja, os empreendimentos solidários são geridos de forma solidária pelos próprios empreendedores.


- Refletir sobre concepções e práticas em torno das políticas públicas e mecanismos de controle social do orçamento público.


Neste sexto ano de edição da escola, estamos com um grupo de mais de 100 participantes, provenientes de 23 municípios, inclusive fora da abrangência de nossa Diocese, como por exemplo, Canoas, Porto Alegre, Dois Irmãos, Vacaria, Torres, Canela, Montenegro, São Leopoldo, Harmonia e São José do Sul.


Esta escola é destinada à lideranças comunitárias, sociais, políticas e sindicais; agentes de pastoral, professores, funcionários públicos, vereadores, estudantes e lideranças de organizações populares.


São 10 etapas durante os meses de março a dezembro, sempre no terceiro final de cada mês, totalizando 170 horas/aulas, com certificado da UNISINOS.


Esta escola tem como objetivo:


Contribuir para a formação e articulação de lideranças nos vários âmbitos de atuação da realidade, gestando a criação de uma mentalidade nova, mais de acordo com o Ensino Social da Igreja, que permita um sentir e agir cristão comprometido e responsável pela construção de uma sociedade solidária.


Diretrizes da Escola:


1. Compromisso com a autenticidade da prática da fé;


2. Compromisso com os valores éticos e evangélicos tais como a vida, a solidariedade, a justiça, a fraternidade e a coerência;


3. Compromisso com a construção de uma sociedade democrática, culturalmente plural, economicamente justa, ecologicamente sustentável, socialmente solidária e eclesialmente de comunhão e participação;


4. Compromisso de favorecer um espaço e mentalidade que dê condições de se relacionar com o diferente, fazendo a experiência da convivência, do diálogo e da tolerância para um relacionamento aberto ao pluralismo.


5. Compromisso e ousadia de buscar saídas simples e coerentes para os problemas mais prementes do povo, principalmente os mais empobrecidos, apostando em caminhos novos.


6. Compromisso de que os participantes, a partir de uma metodologia participativa, possam conhecer e interpretar cada vez melhor a realidade local para um agir mais consciente.


7. Compromisso de proporcionar um acompanhamento sistemático e integral às pessoas que assumem conscientemente sua fé, atuando nas várias instâncias da realidade.


Assessora da 6ª. etapa: Profa. MS Vera Regina Schmitz


Coordenadora do Curso de Especialização em Cooperativismo – CESCOOP - Unisinos


Coordenadora da Programa de Tecnologias Sociais para Empreendimentos Solidários - Unisinos


Professora do Curso de Graduação em Comunicação Social – Relações Públicas - Unisinos


Doutoranda em Educação – Unisinos


Mestre em Ciências da Comunicação – Unisinos


Especialista em Cooperativismo - Unisinos


A programação completa e maiores informações podem ser encontradas no blog: http://www.caritascaxias.blogspot.com, no site da diocese: www.diocesedecaxias.org.br ou no endereço eletrônico: caritascaxias@yahoo.com.br ou no telefone 54-3211-5032.



31 de jul. de 2009

'Múltiplas culturas, uma só humanidade'

Zigmunt Bauman, sociólogo

Um dos seus livros se chama 'Múltiplas culturas, uma só humanidade'. Neste conceito há uma visão "otimista" do mundo de hoje?

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22/07/2009 - Zigmunt Bauman, o sociólogo que sacudiu as ciências sociais com o seu conceito de "modernidade líquida" propõe reconhecer a situação planetária atual como um caso de interregno. "O velho está morrendo", diz ele, mas no novo ainda não nasceu. "Vivemos um lapso em que virtualmente tudo pode acontecer, mas nada pode realizar-se com plena segurança e certeza de sucesso", afirma o sociólogo. Uma das principais características desse interregno é o crescente divórcio entre o poder e a política. O poder se tornou global e a política não conseguiu transpor o local, afirma Bauman. O princípio trinitário território, estado e nação está em crise, destaca.

Residente em Londres e professor emérito de sociologia das Universidades de Leeds e de Varsóvia, Bauman concecedeu entrevista a Héctor Pavón do jornal Clarín, 18-07-2009. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

Um dos seus livros se chama 'Múltiplas culturas, uma só humanidade'. Neste conceito há uma visão "otimista" do mundo de hoje?

Nem otimista, nem pessimista… É apenas uma avaliação sóbria do desafio que enfrentamos no umbral do século XXI. Estamos agora interconectados e somos interdependentes. O que acontece num lugar do planeta tem impacto em todos os demais, mas essa condição que compartilhamos se traduz e se reprocessa em milhares de línguas, de estilos culturais, de depósitos de memória. Não é provável que a nossa interdependência redunde em uma uniformidade cultural. O desafio que enfrentamos, é por assim dizer, o de que estamos no mesmo barco; temos um destino comum e a nossa sobrevivência irá depender da cooperação ou da luta entre nós. De todo modo, às vezes, diferimos muito em alguns aspectos vitais. Temos que desenvolver, aprender e praticar a arte de viver com as diferenças, a arte de cooperar sem que os cooperados percam sua identidade, beneficiarmo-nos uns dos outros, apesar de nossas diferenças.

É um paradoxo, mas enquanto se exalta a livre circulação de mercadorias, se fortalecem e se constroem fronteiras e muros. Como sobreviver nessa tensão?

Isso apenas parece ser um paradoxo. Na realidade, essa contradição era já esperada num planeta onde as potências que determinam as nossas vidas são globais e podem ignorar as fronteiras e as leis do estado, enquanto que a maior parte dos instrumentos políticos continua sendo local e de uma completa inadequação para as enormes tarefas a serem enfrentadas. Fortificar as velhas fronteiras e traçar outras novas, procurar separar "nós" em contraposição a "eles" são reações naturais, se bem que desesperadas, discrepantes. Se essas reações são eficazes é outra questão. As soberanias locais territoriais vão continuar desfazendo-se neste mundo em rápida globalização.

Há cenários comuns na Cidade do México, em São Paulo, em Buenos Aires: de um lado vilas miseráveis; do outro, condomínios fechados. Pobres de um lado, ricos do outro. Quem fica no meio?

Porque limitar-se às cidades latino americanas? A mesma tendência prevalece em todos os continentes. Trata-se de outra tentativa desesperada de separar-se da vida incerta, desigual, difícil e caótica que vem de "fora". Mas a cerca tem dois lados. Divide o espaço em um "dentro" e um "fora", mas o "dentro" para as pessoas que vivem de um lado do muro é o "fora" para os que estão do outro lado. Cercar-se em uma "comunidade fechada" significa também excluir os outros dos lugares dignos, agradáveis e seguros e fechá-los em seus bairros pobres. Nas grandes cidades, o espaço se divide em "comunidades fechadas" (guetos voluntários) e "bairros miseráveis" (guetos involuntários). O resto da população é levado a uma incomoda existencia entre esses dois extremos, sonhando em aceder os guetos voluntários e temendo cair nos involuntários.

Por que se acredita que o mundo de hoje padece de uma insegurança sem precedentes? Em outras épocas se vivia com maior segurança?
Cada época e cada tipo de sociedade têm os seus próprios problemas específicos e seus pesadelos, e cria suas próprias estratégias para lidar com os seus medos e angústias. Em nossa época, a angústia aterradora e paralisante tem as suas raízes na fluidez, na fragilidade e na inevitável incerteza da posição e da das perspectivas sociais. Por um lado, se proclama o livre acesso a todas as opções imagináveis (vem daí as depressões e as auto-condenações: "devo ter algum problema se não consigo o que os outros conseguiram"); por outro lado, tudo o que já se conquistou é uma espécie de "até o novo desafio". A angústia resultante permanece em nós enquanto a "liquidez" continua sendo a característica da sociedade. Nossos avós lutaram com valentia pela liberdade. Nós pareceremos cada vez mais preocupados com a nossa segurança pessoal… Tudo indica que estamos dispostos a entregar parte da liberdade que tanto custou em troca de maior segurança.

Isto nos leva a outro paradoxo. Como a sociedade moderna lida com a falta de segurança que ela mesma produz?

Por meio de todo tipo de estratégias, em sua maior parte através de substitutos. Um dos mais habituais é o deslocamento/transferência do terror da globalização inacessível, caótica, descontrolada e imprevisível a seus produtos mais imediatos: imigrantes, refugiados, pessoas que pedem asilo. Outro instrumento é as chamadas "comunidades fechadas", fortificadas contra estranhos, errantes e mendigos -incapazes de deter ou desviar as forças que são responsáveis pelo debilitamento de nossa auto-estima e atitude social que ameaçam nos destruir. Em linhas mais gerais: as estratégias mais utilizadas reduzem-se a substituição de preocupações sobre a segurança do corpo e da propriedade por preocupações sobre a segurança individual e coletiva sustentada ou negada em conceitos sociais.

Há futuro? Existe ao menos no imaginário dos jovens?

O filósofo britânico John Gray disse que "os governos dos estados soberanos não sabem de antemão como irão reagir os mercados (…) Os governos nacionais na década de 1990 estavam às cegas". Gray nos diz que o futuro não supõe uma situação muito diferente. Como no passado, podemos esperar "uma sucessão de contingências, catástrofes e sinais de paz e civilização", todos ele, permita-me agregar, inesperados, imprevisíveis que se farão com vítimas e beneficiários sem consciência e preparação. Há muitos indícios de que à diferença dos seus pais e avós, os jovens tendem a abandonar a concepção "cíclica" e "linear" do tempo e voltar a um modelo "pontilhista": o tempo se pulveriza em uma série desordenada de "momentos",

Fonte: Mercado ético

20 de jul. de 2009

5ª etapa da Escola de Fé, Política e Trabalho - 2009

Nos dias 18 e 19 de Julho de 2009 aconteceu a 5ª etapa da Escola de Fé, Política e Trabalho em seu 6º ano, realização da Cáritas Caxias, Diocese de Caxias do Sul em parceria com o Instituto Humanitas – Unisinos e teve como tema 'A crise contemporânea e as metamorfoses no mundo do trabalho' com a assessoria do prof. MS. André Langer – Cepat (Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores)- Curitiba – PR.

Com três questionamentos propostos pelo assessor: 1º Quais as mudanças, transformações, metamorfoses que aconteceram no capitalismo e no mundo do trabalho? 2º Porque ocorreram estas mudanças? 3º O que entendemos por trabalho? Utilizando a linha do tempo fomos entrando na história do mundo do trabalho para melhor compreendermos o que aconteceu e o que esta acontecendo, os significados dos termos fordismo, toyotismo, sociedade industrial, sociedade pós-industrial.

A partir da Revolução Industrial iniciada na Europa, mais precisamente na Inglaterra fomos observando o surgimento do Estado, da classe operária, sindicatos, precariedade nas condições de trabalho, as mudanças que ocorreram nas cargas horárias que os trabalhadores e trabalhadoras foram submetidos ao longo do tempo avançando na sociedade industrial encerrada numa "jaula de ferro" (Weber) coisificado e assujeitado onde as atividades realizadas são repetitivas chegando nesta nova sociedade pós-industrial onde as Novas Tecnologias da Comunicação e Informação exige do trabalhador conhecimentos maiores que possibilitem capacidade de interação com a máquina.

Observamos e constatamos a partir de relatos do grupo como as empresas produzem cada vez mais com um número cada vez menor de trabalhadores. Trabalhadores estes que tenham capacidade de adaptação, flexibilidade, disponibilidade para cursos de aperfeiçoamento e talento comunicativo para propor à empresa idéias capazes de trazer ganhos de produção e por consequência para a empresa.

As mudanças que ocorreram nos últimos anos é muito bem traduzida por uma descrição do filósofo italiano Paulo Virno. "Trinta anos atrás, em muitas fábricas, havia cartazes que intimidavam: 'Silêncio, aqui se trabalha.' A principal novidade do pós-fordismo consiste em ter colocado a linguagem a trabalhar. Hoje, em algumas fábricas, podemos fixar dignamente cartazes invertidos aos dos outros tempos: 'Aqui se trabalha, fale!"

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A próxima etapa deverá ocorrer nos dias 15 e 16 de Agosto e o tema será "Economia Solidária e o princípio da cooperação" com a assessoria da Profa. MS. Vera Regina Schmitz – Unisinos.

16 de jul. de 2009

5ª etapa Escola Fé, Política e Trabalho

Nos dias 18 e 19 de julho de 2009, realiza-se a 5ª etapa da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho, uma iniciativa da Diocese de Caxias do Sul, através da Cáritas, com a parceria do Instituto Humanitas-Unisinos.


O tema desta etapa será: "A crise contemporânea e as metamorfoses no mundo do trabalho": A globalização econômica e suas repercussões: desemprego, precarização, terceirização, flexibilização, desregulamentação das leis. Impasses e desafios do novo sindicalismo no Brasil. Reforma trabalhista.

Para introduzir a temática da questão do "trabalho" contaremos com a assessoria do Prof. MS André Langer* – CEPAT – Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – Curitiba.


Os objetivos específicos desta etapa são:


a. Compreender o agravamento da crise, sistêmica e estrutural, do capital globalizado e seus efeitos no mundo do trabalho;


b. Analisar o processo de descoletivização e a individualização conseqüência do desenvolvimento tecnológico;


c. Conhecer e aprofundar os efeitos e as conseqüências de uma 'sociedade do pleno emprego' para uma 'sociedade do trabalho pleno'.


Neste sexto ano de edição da escola, estamos com um grupo de mais de 100 participantes, provenientes de 23 municípios, inclusive fora da abrangência de nossa Diocese, como por exemplo, Canoas, Porto Alegre, Dois Irmãos, Vacaria, Torres, Canela, Montenegro, São Leopoldo, Harmonia e São José do Sul.


Esta escola é destinada à lideranças comunitárias, sociais, políticas e sindicais; agentes de pastoral, professores, funcionários públicos, vereadores, estudantes e lideranças de organizações populares.


São 10 etapas durante os meses de março a dezembro, sempre no terceiro final de cada mês, totalizando 170 horas/aulas, com certificado da UNISINOS.


Esta escola tem como objetivo:


Contribuir para a formação e articulação de lideranças nos vários âmbitos de atuação da realidade, gestando a criação de uma mentalidade nova, mais de acordo com o Ensino Social da Igreja, que permita um sentir e agir cristão comprometido e responsável pela construção de uma sociedade solidária.


Diretrizes da Escola:


1.- Compromisso com a autenticidade da prática da fé;


2.- Compromisso com os valores éticos e evangélicos tais como a vida, a solidariedade, a justiça, a fraternidade e a coerência;


3.- Compromisso com a construção de uma sociedade democrática, culturalmente plural, economicamente justa, ecologicamente sustentável, socialmente solidária e eclesialmente de comunhão e participação;


4.- Compromisso de favorecer um espaço e mentalidade que dê condições de se relacionar com o diferente, fazendo a experiência da convivência, do diálogo e da tolerância para um relacionamento aberto ao pluralismo.


5.- Compromisso e ousadia de buscar saídas simples e coerentes para os problemas mais prementes do povo, principalmente os mais empobrecidos, apostando em caminhos novos.


6.- Compromisso de que os participantes, a partir de uma metodologia participativa, possam conhecer e interpretar cada vez melhor a realidade local para um agir mais consciente.


7.- Compromisso de proporcionar um acompanhamento sistemático e integral às pessoas que assumem conscientemente sua fé, atuando nas várias instâncias da realidade.



Assessor da 5ª. etapa:


André Langer


É pesquisador do CEPAT (Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores) com sede em Curitiba, PR, parceiro estratégico do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, formado em filosofia, com mestrado em ciências sociais pela UNISINOS; doutorando em Sociologia do Trabalho pela UFPR. É ainda assessor nacional da PO... É autor de 'Pelo êxodo da sociedade salarial. A evolução do conceito de trabalho em André Gorz' e tantos outros artigos.



A programação completa e maiores informações podem ser encontradas no blog: http://www.caritascaxias.blogspot.com, no site da diocese: www.diocesedecaxias.org.br ou no endereço eletrônico: caritascaxias@yahoo.com.br ou no telefone 54-3211-5032