14 de abr. de 2010

PROGRAMAÇÃO - Feira Ecosolidária




Sábado | 24 de abril de 2010



9h        -           Abertura:

Sr. Jorge Luiz da Silva Nascimento, Coordenador-Geral de Fomento da Economia Solidária, representante da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES)

Representantes de Prefeituras

Representante da Diocese

Assessores

Convidados



9h30   -          Prof. Vera Schimitz

                        A economia solidária da região da serra – Mapeamento

10h     -          Sr. Jorge Luiz da Silva Nascimento

                        Coordenador-Geral de Fomento da Economia Solidária,

                        representante da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES)

                         - Políticas Públicas para a economia solidária no país.

10h30m -       Abertura da Feira

10h40m -       Participação cultural de artistas e músicos locais.

10h40m -       Coletiva de imprensa

10h     -           Oficina da Juventude (para trabalhar o tema da economia solidária com adolescentes e jovens, através do Gibi Léo e Tina, elaborado por uma educadora popular que fez a Escola em 2009)



Almoço

- Participação cultural de artistas e músicos locais.

13h30m -       Coral do ACEPMEN

14h00m -       Relatos de algumas iniciativas:

AECIA - Antônio Prado

Centro Ecológico de Ipê

Grupos ecológicos de Nova Bassano, Nova Prata e Paraí

ECOCITRUS - Montenegro

15h     -           Oficina da Juventude

15h30m -       Lançamento do livro:

                        "Educação e economia popular solidária" de Telmo Adams.

16h     -           Experiência das associações de recicladores na realidade urbana –

                        Roque e Odete Spies e Associações

17h     -           Atividades culturais

18h     -           Encerramento



Domingo | 25 de abril de 2010



8h        -          Abertura da feira

9h        -          A economia solidária na perspectiva eclesial - Pe. Júlio Giordani

10h     -           Crédito, micro-crédito - Acredisol

10h     -           Oficina da Juventude

10h30 -           Políticas Públicas - Legislação para economia solidária (Cáritas)

11h30 -           Saúde, alimentação, consumo consciente



Almoço

Atividades culturais

14h30 -           Oficina da Juventude

16h     -           Encerramento da feira

Leitura da carta aberta

17h     -           Missa no santuário - responsabilidade da Escola Fé, Política e Trabalho - missa do 6º. dia da Novena da 131ª Romaria de Caravaggio.

5 de abr. de 2010

ACREDISOL / RS realizou Assembléia Geral Ordinária

No dia 13 de março de 2010, às 16 horas, foi realizada Assembléia Geral Ordinária dos/das associados/as da Associação de Microcrédito Popular e Solidário – ACREDISOL/RS.

Atualmente a ACREDISOL tem 87 associados/as, dos/as quais 54 permanecem contribuindo.

Na Assembléia, foi apreciado, discutido e homologado o relatório anual das contas e balanço da Associação, sendo que em 31/12/2009 o saldo financeiro da Associação foi de R$ 1.510,00, e ainda foi informado que, em 13/03/2010, o saldo era de R$ 2.254,25.

Também houve o relato sobre os oito empréstimos de microcréditos já aprovados pela ACREDISOL para:

- trabalhador de Vacaria, de profissão sapateiro, que necessitava de crédito para comprar as matérias-primas para seu trabalho, com credito concedido R$300,00, em 18/08/2008, e pagou duas parcelas, no total valor de R$ 30,00 cada, faltando ainda nove parcelas, mas o beneficiário teve dificuldades de ordem financeira, tendo que deixar o projeto, para trabalhar em outra função e a esposa ficou doente;

- trabalhadora de Vacaria que realizou curso profissionalizante de produção de sabão e necessitava de crédito para adquirir as matérias-primas para iniciar a produção familiar (junto com esposo e filho), e o projeto utiliza óleo de cozinha usado, que recebe em doação, com credito concedido de R$ 300,00 em 15/12/2008, o qual restou integralmente quitado;

- trabalhadora de Caxias do Sul, de profissão costureira e artesã, que necessitava de crédito para adquirir matérias-primas (tecidos e aviamentos), no valor de R$ 500,00, em 22/12/2008, e a beneficiaria pagou terminou de pagar a totalidade do valor devido em 13/01/2010;

- trabalhadora de Caxias do Sul, de profissão artesã, que necessitava de crédito para adquirir matérias-primas para a produção de artesanato, e também utiliza material reciclado, cujo crédito concedido foi de R$ 300,00, em 15/05/2009, a beneficiaria já pagou sete parcelas até fevereiro de 2010, e faltam quatro parcelas, a serem pagas nos meses de março a junho deste ano;

- grupo de seis mulheres de São Leopoldo, que trabalham de forma coletiva e autogestionária, e necessitavam de crédito no valor de R$ 300,00 em 22/07/2009, para aquisição de matéria-prima para a produção dos artigos, o grupo já pagou a totalidade do valor devido em 10/03/2010;

- trabalhadora de Nova Prata, que realizou curso de manicure e pedicura promovido pelo Ministério do Trabalho, e solicitou crédito para adquirir estufa esterilizadora (exigência das clientes e da profissão), mesa e outros produtos para o exercício da profissão, o credito concedido foi no valor de R$ 300,00, em 30/09/2009, e a beneficiaria pagou duas parcelas, faltando nove parcelas a serem pagas nos meses de março a novembro de 2010;

- trabalhadora de Vacaria, de profissão costureira, e necessitava de credito para montar sala de costura e para comprar matérias primas para produzir roupas em sua residência, cujo credito concedido foi de R$ 500,00 em 21/11/2009, e a beneficiaria pagou duas parcelas, faltando ainda nove parcelas, a serem pagas nos meses de março a dezembro de 2010;

- trabalhadora de Caxias do Sul, de profissão costureira e artesã, que necessitava de já havia solicitado crédito anterior e quitou a totalidade da dívida, e solicitou novo crédito no valor de R$ 800,00, em 26/02/2010, para adquirir matérias-primas (tecidos e aviamentos), e iniciará o pagamento das parcelas de 05/2010 a 03/2011. 
Todos os projetos têm apoio e acompanhamento do/da agente de crédito (que apresentou o projeto), inclusive realizando a cobrança mensal da restituição do empréstimo, repassando as informações para a Diretoria da ACREDISOL/RS.

Ainda, na Assembléia foi realizada a eleição da nova diretoria e conselho fiscal, além das assessorias, para o biênio 2010/2012, ficando assim composta:

Diretoria: 

Presidenta:                            MARIA FERNANDA MILICICH SEIBEL
Vice-Presidente:                   ROMEU ANTONIO BIAZUS
Primeira Secretária:             CLEUDETE PICCOLI
Segundo Secretário:            JOSÉ ANTONIO VOLTAN ADAMOLI
Primeiro Tesoureiro:            OSMAR MANTOVANI
Segundo Tesoureiro:            MARCOS PIRES

Conselho Fiscal:
Titulares:                              VALDEMAR PAGNOCELLI
                                                NILSO BEVILACQUA
                                                ALDOIR ROBERTO BETTINELLI

Suplentes:                           CLAIMAR MUGNOL
                                                JOÃO CARLOS FONTANA

Assessores/as:                   EZEQUIEL MILICICH SEIBEL
                                                GILNEI FRONZA
                                                MARIA BRENDALI COSTA
                                                RENATO SALVAGNI
                                                ROCHELE SACHET

Por fim, além de outras programações para o ano de 2010, foi relatado sobre a participação da ACREDISOL / RS como apoiadora na realização da Feira de Economia Solidária, que será realizada nos dias 24 e 25 abril de 2010, no Santuário Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha – RS – http://www.feiraecosolidaria.blogspot.com/.

A Semana Santa e a herança de Oscar Romero

22.03.05 - BRASIL



Adital -


* Monge beneditino, teólogo

Certas celebrações religiosas me recordam o que uma de minhas irmãs contou. Um dia, o seu filho de três anos lhe chama para dar um presente. Comovida, a mãe vê o menino estender a mão que mantinha atrás das costas com o tal presente. Surpresa, a mãe vê que se trata de uma rã, tirada do esgoto e tentando escapar. Como mãe, ela tem o cuidado de não rejeitar o presente de amor que o filho lhe oferece e, ao mesmo tempo, descobrir a forma de se livrar da rã que ele insiste em lhe dar. 
Deus deve sentir-se assim com certas celebrações e presentes que os crentes lhe oferecem. Não quer contrariá-los e, ao mesmo tempo, não sabe o que fazer com "as rãs" de nossos sacrifícios, velas, incensos e louvações. Os profetas da Bíblia disseram isso, às vezes, de forma muito dura. Jesus denunciou: "Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim". "Deus é espírito e verdade e seus verdadeiros adoradores o adoram em espírito e verdade". "Quero a misericórdia e não o sacrifício, a relação humana e não o culto (holocausto)"

No Ocidente, cada ano, a Semana Santa é comemorada como o centro das celebrações da fé cristã, porém muita gente se liga apenas aos aspectos externos destas comemorações. Preocupam-se justamente com costumes tradicionais como não comer carne e com ritos populares como procissões e encenações da paixão. São costumes que têm forte sentido cultural e alguns se enraízam em crenças mais antigas que o cristianismo. Devem ser respeitados. Entretanto, em uma sociedade leiga como a nossa, o risco é que deles se guarde apenas a casca e não o conteúdo mais profundo que os motivou. Para quem tem fé, a proposta é lembrar o que aconteceu com Jesus para seguir hoje o seu caminho e trabalhar pela paz e solidariedade à qual ele consagrou a vida. A morte de Jesus na cruz não foi um rito religioso e sim um assassinato político. Aceitamos recordá-la cada ano para que esta memória nos ajude a viver de forma mais solidária.

Neste 2005 a quinta-feira santa cai na data em que o mundo recorda os 25 anos da morte de Dom Oscar Romero, arcebispo de San Salvador, assassinado por militares do exército, quando celebrava a eucaristia no dia 24 de março de 1980. Romero sabia que estava marcado para morrer. Em apenas três anos como arcebispo, sentiu-se obrigado a mudar sua forma de ser para servir aos mais pobres. Antes era um bispo conservador que não gostava de ver a Igreja envolvida em coisas sociais.

Ele confessava ter mudado de pensamento e de forma de ser aos 59 anos. O que não é fácil para ninguém. Muitos se perguntaram sobre o que levou Romero a mudar tão rápido e profundamente. Sobre isso o seu amigo e teólogo Jon Sobriño escreveu: "Ainda que possa parecer extremamente simples ou até estranho dizer isso, Romero foi um homem que acreditou em Deus"(1). Em um mundo no qual o nome de Deus aparece nas notas de dólar, nas entrevistas de Bush e nas paredes de qualquer quartel ou casa militar, para Romero, crer e ser testemunha de Deus significou, antes de tudo, amar e defender a vida onde ela estivesse ameaçada. Ele trabalhou por estruturas justas que tornassem possível a vida para todos os salvadorenhos, lavradores, operários e moradores de favelas. Dizia que a extrema pobreza dos lavradores tocava o coração de Deus. Na negação do ser humano, via a negação de Deus. A miséria e a injustiça que viu em San Salvador, a expectativa que o povo punha em sua pessoa e o fato de ver morrerem diversos auxiliares seus por defenderem a vida dos lavradores, o levou a se envolver cada vez mais na vida do povo, na defesa dos pequenos e na luta pela justiça.

Para Romero, celebrar a Páscoa de Jesus era, em primeiro lugar, posicionar-se como Jesus se posicionou. Em seu diário confessou que tinha muito medo de morrer, mas não podia fugir da missão de defender a vida dos pobres ameaçados e agredidos. O único cuidado que tomou foi não aceitar caronas de nenhum amigo e dispensar o seu motorista pessoal. Não queria arriscar a vida de mais ninguém além de si mesmo. Foi baleado quando celebrava a missa e ia oferecer a Deus o pão e o vinho, símbolos de nossa própria doação aos outros. Mais tarde se soube que, enquanto o corpo era velado na catedral e o povo pobre fazia fila para chorar junto do seu pastor, moças de um colégio católico festejavam com cervejas e danças a morte do arcebispo, a quem elas consideravam comunista e subversivo.

Na América Latina, desde a década de 80, a pobreza triplicou, as injustiças sociais e a violência aumentaram muito. Quase a cada dia, continuam sendo assassinados lavradores, índios e outras pessoas pobres. As Igrejas continuam celebrando seus cultos e o povo repetindo seus costumes religiosos tradicionais. A Campanha da Fraternidade Ecumênica pela Paz e Solidariedade nos recorda: a herança de Romero para nós é ligar a celebração desta Páscoa com o compromisso de trabalharmos para que o mundo e a sociedade que nos envolve sejam mais justas e fraternas. Celebrar a Páscoa de Jesus Cristo não é apenas repetir ritos já conhecidos. É dar um passo a mais para crescermos em solidariedade e vivermos a fé como serviço à vida, à justiça e à paz. Concretamente, na América Latina, isso significou para Romero e significa para nós, assumir a causa de todas as pessoas oprimidas e participarmos da caminhada de libertação. Como dizia Romero parafraseando Irineu de Lyon: "A glória de Deus é que o pobre possa ser livre".

(1) Jon Sobrino, Para Romero, la injusticia es el verdadero pecado, in CISA PROCESO, 18- 04- 1980, p. 2.

4 de abr. de 2010

ATUALIZAR A PÁSCOA

D. Demétrio Valentini

 

             Como sabemos, a páscoa remonta a tradições ancestrais. Seu primeiro contexto estava ligado à natureza. Celebrava o triunfo da vida, vencidas as ameaças do inverno ou da estiagem, quando parecia que a vida iria sucumbir. A exuberância da primavera, ou a estação das chuvas, revertiam o quadro, e a vida retomava sua forma exuberante e esplêndida. .

            Deste primeiro contexto, guardamos até hoje o ritmo anual da páscoa, estreitamente ligado às condições da vida em nosso planeta terra. Quer queiramos ou não, a vida está associada ao planeta em que nos encontramos.

            A segunda expressão da páscoa é fruto da experiência do povo de Israel. Ele teve a intuição de associar sua saída do Egito, onde a vida estava sendo sufocada, exatamente num momento de celebração da páscoa natural.

           Desta maneira, a páscoa passou a ter dimensão histórica. Introduziu a tremenda suposição de que, a partir de então, a vida depende da intervenção humana que sobre ela exercemos.

            A terceira expressão da páscoa é a mais profunda, e a que melhor recolhe as duas anteriores. É a celebração da páscoa a partir da tradição cristã. Seria um assunto inesgotável analisar com a atenção que merece a providência de Cristo, de inserir o testemunho de sua vida no contexto da celebração pascal dos judeus.

           Impressiona ver como ele tinha consciência de que, como profeta, "não podia morrer fora de Jerusalém", nem antes da hora, nem por motivos fúteis de episódios desconexos e circunstanciais. Ele queria colocar sua vida bem no cerne da dinâmica da história humana. Escolheu a páscoa para o confronto final, que lhe possibilitou dar seu testemunho definitivo em favor da vida plena e verdadeira.

            Não há fato mais surpreendente, do que ver a Igreja surgindo com Cristo do sepulcro onde seu corpo tinha sido depositado. A Igreja é essencialmente pascal. Por isto, quanto mais batem nela, e tentam sufocá-la ou inviabilizá-la, mais ela revela a força da vida, a serviço da qual foi convocada por Cristo, e incumbida de religar continuamente a história humana ao nascedouro da vida nova. "Façam isto em memória de mim". 

            Esta providência de instituir uma "nova e eterna" páscoa, no momento da celebração da páscoa antiga, foi a ação mais estratégica e mais radical de Cristo. Ele que tinha dito "não ser deste mundo", sabia captar mais do que ninguém a dinâmica deste mundo, e nela inserir a esperança de uma vida para além deste mundo.

            Sem perder a centralidade cristã da páscoa, nos dias de hoje nos damos conta da validade permanente da primeira dimensão pascal. A natureza continua seu processo vital, com sucessivos ciclos de mortes e ressurgimentos. Para entender o que se passa hoje com as preocupantes mudanças climáticas, precisamos de um recuo de milhões de anos. A contribuição dos geólogos é muito preciosa para perceber a trajetória da vida em nosso planeta. Sem recorrer a muitos dados, basta o mais evidente. O desaparecimento dos dinossauros, que dominaram o planeta por mais de cem milhões de anos, serve de alerta para a nossa espécie humana. Para permanecer viva, a terra é capaz de se desfazer de espécies inteiras, se passam a agir contra o senso da vida.

            Mas como a páscoa nos ensina que a vida no planeta passou a depender também da ação histórica da humanidade, que pode se tornar a expressão consciente da própria natureza, ainda é tempo de sintonizar melhor nossa ação humana com a dinâmica da vida.

         De tal modo que a páscoa pode comportar a mística cristã, renovar nossa consciência histórica, e despertar nossa sintonia com a natureza.

         Assim todos  podemos ter uma boa páscoa!

                       

 

 


Secretariado Nacional
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24 de mar. de 2010

Coleta de Solidariedade 2010

Paróquias realizam Coleta Nacional da Solidariedade neste final de semana, dias 27 e 28 de março

Pela terceira vez, a coleta da solidariedade em 2010 será realizada em todas as Igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), pela terceira vez ecumênica e terá como tema "Economia e vida" e lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Mt 6,24c).

Dia de Coleta

A Campanha da Fraternidade se expressa concretamente pela oferta de doações em dinheiro na Coleta da Solidariedade. É um gesto concreto de fraternidade e partilha, feito em âmbito nacional em todas as comunidades cristãs, paróquias e dioceses. A Coleta da Solidariedade é parte integrante da Campanha da fraternidade.

Dia Nacional da Coleta da Solidariedade

Domingo de Ramos - 28 de março

Seu objetivo é arrecadar recursos para apoiar projetos sociais que promovam "uma economia a serviço da vida, sem exclusões, contribuindo na construção de uma cultura de fraternidade e paz", em conformidade com a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010.

Gesto Concreto de Fraternidade 2010

Nos dia 24 e 25 de abril, teremos a Feira Ecosolidária, no Santuário de Caravaggio, Farroupilha, promovendo a economia solidária. Também as doações em 2010 do Fundo Cáritas serão destinadas ao apoio de iniciativas de desenvolvimento de uma economia fundada na solidariedade, com práticas de cooperação entre as pessoas e de preservação da ecologia.

Envio da Coleta

O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos, com ou sem envelope, deve ser encaminhado à diocese; esta, por sua vez, encaminha 40% do total da Coleta para o Fundo Ecumênico de Solidariedade e 60% para o Fundo Diocesano de Solidariedade Cáritas.

Prestação de Contas

O Fundo Nacional de Solidariedade pode ser consultado no site http://www.caritas.org.br

Na Diocese o Fundo Diocesano Cáritas para solidariedade apoiou os seguintes projetos:

 

Ano

Número de Projetos

2003

05

2004

15

2005

18

2006

16

2007

22

2008

11

2009

13

Total

100

Projetos de Solidariedade

Propostas que visem mobilizar a sociedade em torno de alternativas para a superação das mais variadas formas de exclusões econômicas podem ser envidas para O Fundo Diocesano Cáritas. Os Projetos de Solidariedade serão recebidos e analisados pela equipe do fundo para posteriores encaminhamentos.

Ser solidário é ser humano. Agradecemos a todos.

Pe. Gilnei Fronza

P/ Cáritas Diocesana

 

Sou Solidariedade

Sou Cáritas

22 de mar. de 2010

Escola de Formação Fé, Política e Trabalho 2010 . Ano 7 . 1ª Etapa

Com 142 inscritos iniciou nos dias 20 e 21 de março a Sétima Edição da Escola de Fé, Política e Trabalho, uma responsabilidade da Cáritas Caxias do Sul, em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos (IHU), com o apoio da Diocese de Caxias do Sul.

Contamos nesta edição, a exemplo do que ocorreu nas edições passadas com pessoas também de fora da abrangência de nossa Diocese, como por exemplo, Gramado, Pelotas, Rio Grande, Canoas, Porto Alegre, Vacaria, Montenegro e Santa Maria, num sinal claro de que a Escola assume um caráter importante de formação na sociedade em que vivemos.

Na abertura contamos com a presença de nosso Bispo D. Paulo Moretto que nos encorajou a compreender o que está em nossa volta, a identificar os sinais dos tempos pensamento que atende o objetivo geral da Escola que é de "contribuir para a formação e articulação de lideranças nos vários âmbitos de atuação da realidade, gestando a criação de uma mentalidade nova, mais de acordo com o Ensino Social da Igreja, que permita um sentir e agir cristão comprometido e responsável pela construção de uma sociedade solidária." Também ele expressou nossa gratidão ao Instituto Humanitas - Unisinos, na pessoa do Prof. Dr. Pe. Inácio Neutzling, que favorecem que esta escola seja uma realidade e um espaço de formação.


Esta primeira etapa trouxe a proposta de reflexão sobre "As grandes transformações: sócio-econômico, ético-cultural. Uma economia centrada em valores éticos" e contou com a presença no sábado da assessoria do Prof. Dr. César Sanson (CEPAT - Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores, de Curitiba), que nos provocou a enxergarmos as transformações a partir da crise do modelo de desenvolvimento  de tipo civilizacional. Vivemos várias crises que não podem ser vistas de forma isoladas, crise ecológica, econômica, energética, ético-cultural e do trabalho estão interligadas, entrelaçadas e que podem dar cabo da civilização humana e é preciso enfrentá-las simultaneamente e reconhecer que o que desencadeou estas crises foi o fato de tornar a economia "senhora da sociedade" uma crise no modo de produzir e modo de consumir, ou seja não vivemos uma crise conjuntural, de momentos, mas uma crise estrutural que esta levando o planeta Terra ao seu esgotamento.


No domingo tivemos a assessoria do Prof. MS Gilberto Antônio Faggion (Unisinos), que desenvolveu o tema a partir da "Economia a serviço da vida", onde reforçou que a economia deve estar a serviço do humano e capaz de manter um sistema que tenha a obrigação de crescimento limitado já que o planeta possui recursos limitados e a crise ecológica representada no aquecimento global mostra o sistema do capital que vivemos hoje com uma cultura consumista precisa mudar tornando necessário criar de forma urgente o consenso de colocar a vida em primeiro lugar.


Todas estas crises citadas acima não surgiram por acaso e ao mesmo tempo como se alguém abrisse a 'caixa de Pandora', mas foram construídas ao longo do século XX fruto de um consumismo desenfreado, de uma ganância, da busca de lucro acima de tudo e traz em sua raiz uma grande "crise do sentido humano" com afirma o Prof. César e que somente com atitudes eficazes de construir uma sociedade sustentável com a natureza, com a ética solidária seremos capazes de um mundo melhor como nos diz o Prof. Gilberto. Pode parecer pela prática que vivenciamos impossível para o ser humano realizar tais ações, que soltem então a esperança que alimentará a necessidade de um mundo mais ecologicamente viável e socialmente mais justo. Façamos a nossa parte num trabalho de formiga, no agir local capaz de ecoar globalmente.

A próxima etapa acontece dias 17 e 18 de Abril com o tema: "Visão histórica dos projetos de nação, a partir de 1930" e contará com a assessoria da Profa. Dra. Eloísa Capovilla da Luz Ramos – Unisinos.

A Escola de Fé, Política e Trabalho realizará nos dias 24 e 25 de Abril em Caravaggio a Feira de Economia Solidária. Uma iniciativa dos alunos da escola de 2009 que pretende mostrar que temos alternativas de economia baseada na geração de renda, cooperação, solidariedade, autogestão.  Mais informações em: http://www.feiraecosolidaria.blogspot.com/. Incentive, participe, compareça!

Zeca Somensi
Pela equipe










Fotos: Equipe de Coordenação da Escola de Formação Fé, Política e Trabalho.

19 de mar. de 2010

Primeira Etapa da Escola Fé, Política e Trabalho 2010- Ano 7

Acontecerá no próximo final de semana, dias 20 e 21 de março, a primeira etapa da Escola de Formação na sua edição de número 7.

Esta escola acontece em parceria com a UNISINOS – Instituto Humanitas, e é destinada a lideranças comunitárias, sociais, políticas e sindicais; agentes de pastoral, professores, funcionários públicos, vereadores, estudantes e lideranças de organizações populares.  

São 10 etapas durante os meses de março a dezembro, sempre no terceiro final de cada mês, totalizando 170 horas/aulas, com certificado da UNISINOS.

Nestes seis anos de caminhada desta escola, tivemos o desafio de que para construir uma sociedade solidária exige repensar mais radicalmente a "doutrina social" e desenvolver a reflexão ética acerca das novas questões políticas e sociais, muito diferentes da "questão operária" no final do século do século XIX e bem mais complexas que ela.

A própria condição da sociedade e da cultura atuais nos impõe contínua atualização da nossa reflexão e permanente busca de respostas adequadas aos novos desafios.

Acompanhe a Escola de Formação através de sua Programação.